Será que o comprimido cor-de-rosa funciona mesmo?
"Pessoalmente acho que muito disso tem a ver com o fato de que, para os meninos, quando estão crescendo, é mais fácil ligar os sentimentos com o que está acontecendo no corpo. Meninas não são encorajadas a explorar o próprio corpo e não têm a menor ideia do que está acontecendo lá embaixo - então muitas mulheres acabam dissociando substancia viagra o corpo da cabeça", diz a pesquisadora.
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"E isso não é algo único daquela empresa", completa a cientista. Boolell concorda que a indústria farmacêutica deveria "ter ouvido mais as mulheres". Em 2004, quando a Pfizer anunciou que estava suspendendo seu necessario receita comprar viagra projeto, ele deu uma série de entrevistas para explicar os motivos. "Há uma desconexão em muitas mulheres entre as mudanças na genitália e as mudanças no cérebro [durante a resposta sexual]", disse na ocasião. "Essa desconexão não existe entre os homens.
7. Ginkgo biloba
Homens têm ereções consistentemente na presença de mulheres nuas e querem fazer sexo. Com as mulheres, as coisas dependem de uma miríade de fatores." Depois do fracasso, as farmacêuticas gradativamente fecharam as torneiras e o ciclo do financiamento abundante para pesquisas em fisiologia sexual minguou. Prause, que a essa altura já estava no departamento de Psiquiatria da Universidade da Califórnia como pesquisadora associada, começou a enfrentar resistência interna na instituição para continuar tocando um estudo sobre orgasmo e depressão. Apesar de ter conseguido financiamento privado para sua pesquisa, ouviu da universidade que não poderia aceitar o dinheiro - uma postura que ela atribui ao caráter "controverso" de sua pesquisa. Terminado seu contrato com a UCLA, ela resolveu fundar a Liberos, um instituto de pesquisa independente. "E a ideia de que você pode consertar isso com uma pílula é uma loucura, é não entender a complexidade do desejo sexual." Outras abordagens farmacológicas - como o Vyleesi, injeção de bremelanotida aprovado nos EUA em 2019 para mulheres em pré-menopausa com baixa libido - tampouco se mostraram frutíferas.
| Produto | Dosagem | Quantidade + Bónus | Preço | |
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| Viagra Genérico | 150mg | 360 + 10 comprimidos | 423.48€ 403.31€ | |
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| Viagra Original | 100mg | 14 + 2 comprimidos | 89.03€ 84.79€ | |
| Viagra Super Active | 100mg | 120 + 16 comprimidos | 198.37€ 188.92€ | |
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| Viagra Genérico | 25mg | 30 + 4 comprimidos | 47.97€ 45.69€ | |
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| Viagra Original | 100mg | 4 comprimidos | 40.94€ 38.99€ | |
| Viagra Oral Jelly | 100mg | 110 + 9 saquetas | 284.63€ 271.08€ |
Parte do fracasso pode ter relação com o fato de que o desejo tem uma dimensão psicológica relevante para as mulheres.
4. Qual foi o resultado dos primeiros testes?
A excitação feminina é tão mais complicada..." Nesse sentido, Diamond menciona uma área de pesquisa da sexualidade feminina chamada de estudos de concordância, que investiga a conexão e desconexão entre a resposta sexual fisiológica e a resposta cerebral. Nos homens, na maioria das vezes a excitação sexual subjetiva - ou seja, o que acontece no cérebro - conversa com o que está acontecendo na genitália. O homem sente desejo e tem uma ereção. No caso das mulheres, é mais comum que ocorra uma desconexão entre as duas esferas. Uma mulher pode ter sinais físicos de excitação - o aumento de fluxo sanguíneo para a vagina e clitóris, por exemplo -, mas não necessariamente sentir desejo ou vontade de se engajar em alguma atividade sexual, e vice-versa. É o que ajuda a explicar, por exemplo, porque a baixa libido as afeta mais que aos homens. Depressão, ansiedade, estresse, baixa autoestima, conflitos no relacionamento, vergonha do parceiro - tudo isso interfere mais no desejo feminino do que no masculino, pontua a professora Lori Brotto, da Universidade da Colúmbia Britânica.
As mulheres podem tomar viagra normal?
A maioria dos problemas sexuais das mulheres não tem relação com um fluxo insuficiente de sangue para região genital, destaca Lori Brotto, professora do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, e diretora do Laboratório de Saúde Sexual da mesma instituição. Especialmente o mais comum deles: a perda ou a redução do desejo sexual. Nos homens, aliás, o viagra não funciona sem desejo - é preciso "ativação" do cérebro para que haja ereção. A questão central, nesse caso, é que o mecanismo de manifestação do desejo é bastante diferente entre homens e mulheres. Na visão de Prause, ainda que tudo isso estivesse claro desde cedo para muitos dos cientistas envolvidos nas pesquisas, o potencial de vendas de uma droga que pudesse chegar ao mercado com o mesmo marketing do viagra fez com que muitas farmacêuticas ignorassem os alertas.
O medicamento que gera controvérsia
"Nós avisamos que não iria funcionar", ela reitera. Então estudante de pós-graduação no prestigioso Kinsey Institute, Prause acompanhava seu mentor quando, no começo dos anos 2000, se envolveu em um dos projetos do viagra feminino. Na primeira reunião com o grupo que conduziria a pesquisa, uma surpresa: apenas homens - a maioria acima dos 50 anos, médicos e sem PhD, ou seja, sem treinamento aprofundado em pesquisa científica. "Tinha uma secretária também, que entrava na sala às vezes para servir bolinhos", ela brinca, emendando que acredita que os envolvidos "estavam lá com a melhor das intenções, que queriam ajudar as mulheres e realmente achavam que estavam diante de algo que poderia fazer isso". Ainda assim, a sensação é de que "não houve um debate razoável sobre o que é resposta sexual feminina - os gatilhos para o desejo e a excitação, a conexão (ou desconexão) entre o que acontece no cérebro e no restante do corpo - e sobre por que aquela abordagem provavelmente não iria funcionar". "Os homens também se beneficiam dos efeitos dos níveis mais elevados de testosterona, que os permite sentir uma forma mais espontânea de desejo", ela acrescenta.
A busca pela 'pílula rosa'
"Há ainda um grande estigma em relação a qualquer coisa que se proponha a lidar com problemas sexuais das mulheres", diz ela. "Uma pílula é considerado algo 'aceitável', mas qualquer coisa mais ligada à sexualidade é vista por muitas empresas como algo que pode causar dano à imagem, algo que pode ser visto como pornográfico. Passadas quase duas décadas, uma farmacêutica não havia desistido do viagra feminino - mas focava em outro órgão, o cérebro. Em 2015, a Sprout colocou no mercado o flibanserin, medicamento originalmente desenvolvido como antidepressivo e que atua nos níveis dos hormônios dopamina e serotonina com a promessa de aumentar a libido feminina. A droga foi recebida de forma crítica pelos especialistas.
Viagra feminino chega ao mercado em setembro
Nos testes clínicos, o aumento no número de episódios sexuais satisfatórios (uma medida relativamente subjetiva usada pelo órgão regulatório americano, o FDA, para avaliar essa categoria de medicamentos) observados em um mês entre as participantes ficou entre 0,5 a 1, quando comparado aos resultados do grupo submetido ao placebo. Ou seja, no intervalo de um mês, as mulheres que tomavam o medicamento relataram um episódio sexual satisfatório - ou menos - a mais do que aquelas que o não tomavam. Muita gente considerou que o custo-benefício não valia a pena. Ao contrário do viagra, o flibanserin tem de ser tomado diariamente, e pode causar tontura, fadiga e náusea. Também não pode ser consumido por mulheres que ingerem álcool - como o uso é diário, quem opta por tomá-lo tem de parar de beber. O desejo espontâneo foi durante muito tempo a ideia pré-concebida do que era desejo: uma vontade que simplesmente aparece, como a fome ou a sede. As correntes mais modernas do estudo da sexualidade feminina têm investigado, contudo, o que chamam de desejo sexual responsivo, aquele que surge como consequência de um estímulo. Uma das cientistas que introduziu esse conceito no início dos anos 2000 foi a canadense Rosemary Basson.
- O diagnóstico diferencial deve excluir causas orgânicas como endometriose, infeções recorrentes ou patologia vulvar.
- O envolvimento do parceiro em consultas de casal é frequentemente decisivo para o sucesso terapêutico.
- As técnicas de mindfulness e de relaxamento progressivo são úteis para reduzir a ansiedade antecipatória.
- A literatura médica portuguesa recomenda uma abordagem biopsicossocial em detrimento de soluções imediatistas.
- Os grupos de apoio a mulheres na peri-menopausa existem em várias associações e centros de saúde do país.
A pesquisadora também é autora da ideia da resposta sexual cíclica, que questiona o esquema da resposta sexual feminina como algo direto e linear - desejo, excitação, orgasmo e resolução. Para Basson - e uma legião de cientistas hoje -, as coisas não são tão simples assim.
Será que médicos realmente descobriram uma pílula que aumenta a libido das mulheres?
A droga chegou a ser rejeitada duas vezes pelo Food and Drug Administration (FDA), o órgão regulatório americano, antes de ser aprovada. Uma das vozes críticas foi a da professora do departamento de Psicologia da Universidade de Utah Lisa Diamond, que pesquisa a sexualidade feminina. A cientista chegou a participar, a convite da farmacêutica que lançou o flibanserin, de um painel com especialistas que simulava o formato adotado pelo FDA - um procedimento que as empresas às vezes fazem para se preparar melhor para o processo "real". Com acesso aos dados da pesquisa, chamaram-lhe atenção os registros diários dos relatos dados pelas participantes aos pesquisadores e o fato de que as mulheres que estavam no melhor generico viagra grupo placebo também tinham experimentado aumento da libido. "A partir do momento em que as mulheres começaram a se perguntar sobre desejo, elas passaram a sentir desejo!
Carrinho vazio?
Não seria mais barato comprar um diário do que tomar uma pílula? "Nós obviamente depreendemos de dados como esses que o desejo é uma experiência complexa. Não é como uma bolha que estoura, é uma experiência consciente. E se a única maneira pela qual você consegue medir é perguntando às pessoas, o dado é enviesado. É diferente de uma ereção, que é algo observável. O modelo linear tradicional, que vem de estudos das décadas de 60 e 70, ignora o que ela descreve como "componentes importantes da satisfação da mulher: confiança, intimidade, respeito, comunicação, afeto e prazer pelo toque". Segundo ela, a resposta sexual das mulheres pode ser linear - quando não têm parceiro fixo, no início de um relacionamento, por exemplo. Já mulheres em relacionamentos mais longos tendem a experimentar a resposta sexual cíclica, em que desejo e excitação são etapas de um processo que se retroalimenta e também envolve intimidade emocional e estímulos sexuais psicológicos.
- A terapia sexual com psicólogo clínico ou sexólogo é frequentemente a primeira linha de abordagem no Serviço Nacional de Saúde.
- Os problemas de desejo podem estar associados a medicação antidepressiva, nomeadamente os inibidores seletivos da recaptação da serotonina.
- A comunicação aberta com o parceiro é essencial para reduzir a ansiedade de desempenho e a pressão emocional.
- O exercício físico regular, como caminhadas ou natação, melhora a autoestima e a circulação sanguínea pélvica.
- A privação de sono e o stress laboral são fatores frequentemente negligenciados na diminuição da libido feminina.
Essa discussão é importante não apenas para entender melhor as mulheres, mas para saber diferenciar o que são problemas que de fato precisam de tratamento e o que é da natureza da sexualidade feminina.
- Os bioidênticos e as «hormonas naturais» vendidos online não são regulados e podem apresentar riscos graves para a saúde.
- A osteopatia e a fisioterapia pélvica têm ganho relevância em Portugal no tratamento da dispareunia e do vaginismo.
- A utilização de brinquedos eróticos e a masturbação podem ser recomendadas como parte da exploração do próprio corpo.
- O desejo sexual tende a flutuar ao longo do ciclo menstrual, sendo natural a variação entre fases folicular e lútea.
- O uso de contraceptivos hormonais combinados pode reduzir a libido em algumas mulheres, devendo ser discutida a alternativa.
Lori Brotto, diretora do Laboratório de Saúde Sexual da Universidade da Colúmbia Britânica, vem estudando o uso de mindfulness (atenção plena) para tratar mulheres com baixa libido, com resultados bastante positivos.
| Suplemento | Contraindicações absolutas | Interações medicamentosas | Precauções especiais |
|---|---|---|---|
| Maca peruana | Doenças da tiroide não controladas | Levotiroxina (possível interferência) | Evitar na gravidez |
| Ginseng | Hipertensão não controlada | Varfarina, insulina | Não usar por períodos superiores a 3 meses |
| Ginkgo biloba | Distúrbios hemorrágicos | Anticoagulantes, AINEs | Suspender 2 semanas antes de cirurgias |
| Feno-grego | Alergia a leguminosas | Antidiabéticos orais | Monitorizar glicemia |
Por meio da prática, ela conta, as mulheres conseguiram ganhar mais consciência das mudanças físicas que acontecem antes e durante a atividade sexual - a vasocongestão ou as sensações parecidas com "formigamento" típicas da excitação -, o que pode lhes ajudar a aumentar ou manter o desejo sexual subjetivo.
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